“A nossa deportação, pois, foi e continua a ser um atentado não só injusto e anticonstitucional, mas igualmente impolítico e imoral: impolítico, porque aterrou e aterrará todos os homens de bem, que não podem jamais confiar no governo, a todos os presentes e futuros deputados da nação, que não estão seguros da sua independência e inviolabilidade; imoral, porque se pagou com tirania e ingratidão a homens que tinham feito muito a bem do Estado e do Brasil.”
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Américo Elísio
Pseudônimo arcádico que José Bonifácio usa como poeta. É um codinome pastoril e patriótico. Em seu único livro de poesias, Poesias avulsas, publicado em 1825, durante seu exílio na França, esse pseudônimo exprime toda uma plataforma literária: o Elísio, território das musas, transplantado para a América. Nitidamente inspirado pelo arcadismo, com seus motivos pastoris, seus amores idílicos, evocativos muitas vezes de cenas gregas, o poeta Bonifácio surpreende, entretanto, com posições estéticas avançadas para a época. Por exemplo em sua justificativa para o uso de versos brancos, sem rima, ao dizer que “a nossa bela língua não precisa, absolutamente falando, do zum zum dos consoantes para fixar atenção e deleitar o ouvido”.