“Fez-se um empréstimo oneroso, em que o Estado perdeu muito e só ganhavam certos homens: mas em que se tem despendido esses fundos? A agricultura foi fomentada, fizeram-se novas estradas, consertaram-se barras de rios? Cuidou-se na civilização dos índios? Estabeleceram-se novas fábricas de primeira necessidade? Não. Deram-se, sim, novas pensões, nomearam-se e continuaram a pagar comissões diplomáticas inúteis e incapazes; e, em vez de conservar a amizade das repúblicas circunvizinhas, provocou-se uma guerra custosa e infeliz por terra e por mar.”
Uma realização:
Patrocínio:
1801
12/11/1801
José Bonifácio torna-se diretor do Real Laboratório da Casa da Moeda de Lisboa. Tem a incumbência de remodelar o estabelecimento, de forma a fazer experiências químicas e “docimasia metalúrgica” (ou seja, determinar a proporção dos metais nos minérios), além de aulas teóricas.*
* VARELLA, Alex Gonçalves. “Juro-lhe pela honra de bom vassalo e de bom português” – filósofo natural e homem público: uma análise das memórias científicas do ilustrado José Bonifácio de Andrada e Silva (1780-1819), p. 145. Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, Unicamp, 2001.